Um dos dois principais fatores na popularização da digitalização de documentos é o barateamento do custo de armazenamento de dados. O outro é o incrível avanço nas tecnologias e equipamentos de digitalização, mas tratarei desse assunto em outro artigo.
Ora, para que se digitaliza documentos? Resgatá-los e reproduzi-los é um bom motivo para um projeto de digitalização. De que adianta digitalizar milhares e milhares de documentos se não será possível dispor deles rapidamente? Dispor esses arquivos rapidamente significa armazená-los em equipamentos cujo tempo de acesso é baixo, como matrizes de discos rígidos. Não é possível disponibilizar documentos on line em outro tipo de mídia, como CDs ou fitas, sob pena de tornar o processo de busca lento ou até mesmo impossível.
A computação pessoal teve início no princípio na década de 1980, com os primeiros IBM PC. As primeiras gerações destes computadores raramente tinham algum disco rígido. Aqueles que tinham, ofereciam 5 megabytes. Mesmo para os padrões da época, que utilizavam disquetes de 5 ¼” com capacidade para 180 kbytes ou 360 kbytes, 5 megabytes não era lá grandes coisas. Só o sistema operacional padrão da época, MS-DOS, podia ocupar cerca de 512 kbytes, ou 10% da capacidade do disco rígido.
Num cenário de cerca de 30 anos, além do avanço na capacidade de processamento dos computadores um outro importante fator é notado: a queda no custo de armazenamento de dados. O gráfico abaixo ilustra o custo por gigabyte desde a década de 1980 até os dias de hoje.

O gráfico só é visível usando escala logaritmica pois a evolução da tecnolgia de armazenamento versus o seu custo evoluiu exponencialmente. Para se ter uma idéia desta evolução, um disco rígido de 5 megabytes, em 1981 custava aproximadamente US$ 1.700,00, ou US$ 340,00/megabyte. Quatro anos depois, um disco rígido de 10 megabytes custava "apenas" US$ 710,00, ou US$ 71,00/megabyte, uma queda de quase cinco vezes. Nos dias de hoje, é possível adquirir um disco rígido de 2 Tbytes, ou 400 mil vezes maior do que o disco rígido típico de 1981, por meros US$ 180,00, ou 9 centavos de dólar por gigabyte.
Isso significa que, graças a queda no custo de armazenamento de dados, hoje é possível dispor documentos on line a um custo muito menor do que há 5 ou 10 anos atrás. Como a questão fundamental da disponibilidade de documentos gira em torno dos equipamentos de armazenamento (os chamados storages), uma vez que os seus preços caem, os orçamentos de projetos de digitalização caem em proporção semelhante e tornam-se mais palatáveis aos seus investidores.
Fonte: http://www.littletechshoppe.com/ns1625/winchest.html site com referência para os preços dos discos rígidos ao longo do tempo.